[Livro]Prologo de Amores que Curam Por Márcia Lima

em 25 de fev. de 2021

"Carlos o menino é pequeno precisa de um referencial, você está indo atrás de um sonho maluco e pouco se importando conosco.”

“Adélia não é um sonho, é meu trabalho e eu preciso que você entenda."

“Como vou entender que você, se você está nos abandonando depois de anos juntos é esta a consideração que você tem?

“Não estou abandonando ninguém, por Deus vocês dois são minha vida, eu amo vocês. Mas preciso pegar esta chance sou um arqueólogo e busco uma grande descoberta, pense como isso pode ajudar nossa vida.”

“Não. Eu não penso, não quero pensar.”

“Vai dar tudo certo meu amor, eu volto logo, me promete que vai cuidar bem do nosso filho!”

“É claro que vou. Agora só não me peça para ficar igual otária te esperando porque não vai rolar.”

Meu pai e minha mãe viviam brigando nos últimos tempos, tudo porque ele recebeu um convite de trabalho era o sonho dele, ser um grande arqueólogo, o problema é que mamãe não entendia e não queria perdê-lo pois, ela o amava demais, mas quem seria eu para julga-lo? Ele se foi no início da manhã de uma sexta-feira qualquer, acho que estava chovendo, porque dentro de mim se fez tempestade, nosso mundo se quebrou quando ele se foi e mamãe começou a trabalhar em sua área, e eu fiquei cada vez mais sozinho.

 E na ilusão, fiquei esperando um mês, dois, depois anos e ele não voltou, me tranquei em meu quarto e encontrei um novo passatempo, os jogos e no início não era um vício, mas depois foi tomando conta de mim até que eu não tinha mais vida social, o fato é que as máquinas não me decepcionavam e nem me abandonavam.

Em um dia fatídico minha mãe encontrou-me desmaiado dentro do meu quarto, estava a mais de 24horas sem me alimentar e fui levado às pressas para o hospital, desidratado.

“Max... Max...”

Fui levado para o Hospital e lá fiquei por dois dias, quando voltei para Casa, o gato e o cachorro que viviam no quintal já não estavam mais e mamãe passou a me vigiar de perto para que pelo menos me alimentasse direito, ela ligava insistentemente de três em três horas, chegava a ser chato.

“Max seu pai um dia vai voltar e quando ele voltar nós seremos de novo uma família feliz até lá, por favor se cuide, preciso que você fique aqui comigo, porque é de você que eu tiro forças. Por favor!”

“Está bem mãe.”

“Por hora não teremos animal de estimação, até porque eu não teria tempo para alimentá-lo e você está vivendo mais no mundo virtual do que no mundo real, vou te vigiar de perto Max, por Deus você é a única coisa que me resta agora. E por um bom tempo seremos somente eu e você.”

Mamãe me abraçou e chorou copiosamente, eu jurei que iria me cuidar, porque por muito tempo seríamos somente nos dois mesmos.  

E nós vivíamos na ilusão de que meu pai um dia voltasse para que nós finalmente pudéssemos ser uma família feliz outra vez, o problema da esperança e da ilusão é que elas não passam disso um alimento inútil para aqueles que esperam. E esperar que outra pessoa chegue para que você possa então ser feliz, não seria um erro?

O tempo passou me tornando uma pessoa seca que não sabe lidar com os amigos, me afastei de meus melhores amigos, nunca mais iriam me machucar, me tornei o que mais temia- uma pessoa fria, quase uma máquina, longe de todo sentimento que mata aos poucos e que fere a alma.

 (continua...)

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